{"id":3864,"date":"2022-08-12T14:17:32","date_gmt":"2022-08-12T14:17:32","guid":{"rendered":"https:\/\/apd2022.net\/?post_type=lectures&#038;p=3864"},"modified":"2022-08-25T11:35:19","modified_gmt":"2022-08-25T11:35:19","slug":"mobilidades-e-consumos-narrativas-e-estrategias-de-resistencia-a-interioridade-na-raia-luso-espanhola","status":"publish","type":"lectures","link":"https:\/\/apd2022.net\/en\/lectures\/mobilidades-e-consumos-narrativas-e-estrategias-de-resistencia-a-interioridade-na-raia-luso-espanhola\/","title":{"rendered":"Mobilidades e Consumos: narrativas e estrat\u00e9gias de resist\u00eancia \u00e0 interioridade na raia luso-espanhola"},"content":{"rendered":"\n<p>As zonas de fronteira, concebidas como periferia territorial s\u00e3o tamb\u00e9m perif\u00e9ricas do ponto de vista pol\u00edtico e social. Constituem um campo privilegiado para a interroga\u00e7\u00e3o do modo como, o reduzido investimento p\u00fablico em zonas do interior contribuiu, por um lado, para perdas populacionais e um gradual esvaziamento de popula\u00e7\u00e3o nestes territ\u00f3rios e, por outro, para o desenvolvimento de comunidades locais resilientes, com a\u00e7\u00f5es consequentes no enfrentamento dessa situa\u00e7\u00e3o. Nesta comunica\u00e7\u00e3o, parte da investiga\u00e7\u00e3o e trabalho de campo que vem sendo desenvolvido h\u00e1 duas d\u00e9cadas em zonas da raia luso-espanhola, pretendo discutir algumas consequ\u00eancias de se viver na periferia, bem como as estrat\u00e9gias colocadas em pr\u00e1tica pelas popula\u00e7\u00f5es para ultrapassarem a sua condi\u00e7\u00e3o de perif\u00e9ricos. Uma dessas estrat\u00e9gias foi a mobilidade, no caso, a emigra\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia que, em meados do seculo XX, foi a op\u00e7\u00e3o de muitos, adensando ainda mais a quest\u00e3o demogr\u00e1fica nas zonas de fronteira. Outra estrat\u00e9gia est\u00e1 relacionada com modo como os consumos dos raianos portugueses se orientaram, preferencialmente, para o outro lado da fronteira, tentando, dessa forma, obviar lacunas persistentes na oferta de produtos e servi\u00e7os v\u00e1rios, sendo a sa\u00fade um dos mais importantes. Em perspetiva estar\u00e3o dois terrenos etnogr\u00e1ficos, a fronteira na rural Beira Interior Norte e no eixo urbano Elvas-Badajoz. Num primeiro momento discuto a quest\u00e3o das mobilidades e sua rela\u00e7\u00e3o com a fronteira, os seus propulsores e a sua diversidade, no passado e no presente; de seguida o consumo, e o modo como ambos: mobilidade e consumos atrav\u00e9s da fronteira podem, de modo diferente, nos dois terrenos considerados, ser conceptualizados como tendo uma rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca com a fronteira e a interioridade e como isso \u00e9 consequente na persist\u00eancia da imagem do Estado na periferia um ausente.<\/p>\n","protected":false},"template":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apd2022.net\/en\/wp-json\/wp\/v2\/lectures\/3864"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apd2022.net\/en\/wp-json\/wp\/v2\/lectures"}],"about":[{"href":"https:\/\/apd2022.net\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/lectures"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apd2022.net\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3864"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}